segunda-feira, 5 de setembro de 2011

BBC: Economia estadunidense


Entenda a economia dos EUA pós 11/9: Década perdida?

Atualizado em  5 de setembro, 2011 - 04:45 (Brasília) 07:45 GMT
Desde 2001, a economia americana cresceu cerca de 40% - entretanto, o país viu sua dívida pública saltar, o desemprego aumentar e a renda diminuir.
Duas guerras – no Iraque e no Afeganistão – e gastos bilionários para combater os efeitos da crise econômica mundial levaram o endividamento dos EUA a US$ 14,6 trilhões, cerca de 20% de toda a dívida do mundo.
Com uma taxa de desemprego que atingiu 9,1% em julho – cerca de 85% mais que a taxa de dez anos antes –, o país hoje enfrenta a questão de se encerra ou não uma “década perdida” no cenário econômico.

domingo, 4 de setembro de 2011

BBC: Juros e impostos podem baixar para garantir crescimento de 2012, diz Mantega


Juros e impostos podem baixar para garantir crescimento de 2012, diz Mantega

Atualizado em  2 de setembro, 2011 - 15:34 (Brasília) 18:34 GMT
Guido Mantega. Reuters
Para Mantega, os fundamentos da economia são tão sólidos agora quanto eram na crise de 2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o Brasil ainda tem espaço para reduzir juros e impostos para garantir um crescimento de 5% do PIB no ano que vem, mesmo com a deterioração da economia mundial.
"Nós temos um arcabouço de medidas na área monetária e fiscal que podem ser tomadas para uma eventual recuperação da economia", disse o ministro, em uma teleconferência à imprensa estrangeira, pouco após o IBGE ter divulgado que o PIB brasileiro desacelerou e cresceu 0,8% no segundo trimestre em relação ao período anterior.
Segundo o ministro, o terceiro trimestre deste ano ainda terá crescimento fraco. O governo avalia, no entanto, que as medidas já adotadas serão suficientes para estimular a economia no último trimestre.
Mantega afirmou que a economia brasileira deve crescer por volta de 4% neste ano, contrariando a estimativa anterior que era de 4,5%. Para 2012, o ministro espera um crescimento de 5%.
"A economia americana trabalha com uma taxa de juros de 0,25%, então eles não têm mais como fazer estímulos através da política monetária. O Brasil tem a mais alta taxa de juros no mundo e o maior nível de depósitos compulsórios do mundo. Portanto nós temos muito espaço para utilização da política monetária, se necessário for, para estimular a economia num período de dificuldades. Se necessário for, temos também condições de usar estímulos fiscais porque nossas contas estão sólidas e temos acumulado poupança pública", disse.
O ministro fez questão de frisar que, embora tais medidas estejam à mão, o governo não planeja, por ora, adotá-las.
"Mas se a economia não tiver o desempenho esperado, poderemos usar, como já usamos no passado, para alcançar as taxas de crescimento de 5% no próximo ano", disse Mantega.
Inflação
Mantega disse que não vê necessidade de medidas adicionais de contenção da inflação para contrabalancear as ações de estímulo à economia que o governo vêm tomando.
"A inflação no Brasil está em uma trajetória descendente depois de termos tido uma pressão inflacionária mais forte no fim do ano passado e no início desse ano", disse.
"Se olharmos para a inflação para os próximos 12 meses, nós estaremos caminhando para o centro da meta em algum momento do ano que vem", disse.
Mantega observou que, em 2008, o Brasil conseguiu passar pela turbulência financeira internacional em melhores condições do que outros países porque os fundamentos da economia estavam firmes. Segundo ele, essa condição persiste, em um momento em que o mundo está em momento de instabilidade.
"O Brasil possui algumas vantagens que já nos permitiram superar a crise de 2008", disse, afirmando que o país é "um mercado consumidor bastante dinâmico", tem uma situação fiscal sólida "com a dívida caindo e um deficit fiscal mais baixo que a maioria dos países."
Real
Mantega disse que o real está se estabilizando, após um período de grande volatilidade no seu valor.
O ministro voltou, no entanto, a acusar os Estados Unidos promoverem uma "guerra cambial", criticando a estratégia americana de utilizar o valor do dólar como instrumento para resolver seus problemas econômicos.
"Os Estados Unidos continuarão trabalhando para a desvalorização do dólar, o que traz problemas para o Brasil. Excesso de liquidez internacional dignifica uma tendência de valorização do real em relação ao dólar e portanto continuaremos a ter uma guerra cambial sendo travada durante esse período", disse o ministro.
"Infelizmente os EUA adotaram a política monetária como único instrumento, como única arma, para combater a sua crise econômica e essa estratégia cria problemas na economia mundial e particularmente para os países que como o Brasil tem um mercado interno maior e um crescimento melhor."
O ministro disse que, se necessário, o Brasil pode tomar novas medidas para conter a sobrevalorização do real, mas afirmou que o país não tem uma meta para o valor de sua moeda.
"Não trabalhamos com uma meta para o valor da taxa de câmbio no Brasil. Só trabalhamos para evitar o excesso de flutuação da moeda."

Prepare-se para aproveitar melhor sua conversa com o DAAD


Fonte:http://daad.mailler.com.br/noticia.php?e=84&n=2&u=sfleite%40gmail.com

Marcio Weichert
Nossa equipe brasileira participa regularmente de feiras, congressos científicos e outros eventos, em diferentes cidades do Brasil, para um contato mais direto com (potenciais) interessados em estudar ou pesquisar na Alemanha, ou ainda realizar projetos em parceria com docentes e cientistas de lá.
Estes eventos atraem milhares de pessoas e o estande do DAAD costuma ser altamente concorrido. Às vezes, o número de visitas chega a 150 em cinco horas de feira. Ou seja, temos, nos momentos de pico, pouco tempo para dedicar a cada um, pois nos esforçamos em atender a todos.
“Como faço para estudar na Alemanha?”, “Eu queria fazer um semestre na Alemanha. Posso?”, “É preciso saber alemão?” e “Tem bolsa?” são perguntas comuns que nos fazem no estande. Muitos de nossos visitantes chegam em busca de informações básicas, que estão disponíveis na internet ou em materiais impressos. Procuramos informá-los sobre as possibilidades de estudo, pesquisa e fomento conforme sua formação e atividade atuais, mas, quando há fila de espera, não raro nos limitamos a entregar material informativo específico para o perfil da pessoa. Se você não tiver tempo de pesquisar na internet antes, verifique se no evento não está agendada uma palestra do DAAD. Não deixe de comparecer!
Priorizamos no atendimento aqueles que já possuem as primeiras informações, desejam esclarecer dúvidas, buscam orientação sobre as opções já consultadas e detalhes sobre o sistema universitário, as universidades e os programas de bolsas e fomento. Recomendamos a estes que procurem o estande nos momentos de menos movimento. Quando ele está cheio, precisa-se de alguma paciência para que o atendimento se dê com a devida tranquilidade. Nas feiras dirigidas estudantes em geral, como EXPO Estude no Exterior, Salão do Estudante e ExpoBelta, sugerimos chegar cedo. A primeira hora costuma ser a mais tranquila.
Nos congressos, não deixe para pegar material no estande no último dia. O estoque geralmente não dura mais que dois dias, em especial folhetos específicos. O ideal é buscar logo no primeiro dia, folhear e ler alguma coisa ainda durante o evento e retornar ao estande com suas dúvidas. Durante os coffee-breaks, forma-se com frequência uma aglomeração de interessados ao redor de nosso balcão. Se você deseja uma conversa aprofundada, evite estes intervalos.
Recomendamos, portanto, que, se você terá a oportunidade de conversar diretamente com um representante do DAAD, numa feira ou congresso, prepare-se antes. Informe-se na internet. São muitos os sites, blogs e páginas em redes sociais – há até mesmo chats.  Comece porwww.daad.org.brwww.daad.dewww.study-in.de e pela página de internet da assessoria internacional de sua universidade, no caso de interesse por graduação sanduíche (um semestre letivo na Alemanha). Será um enorme prazer aprofundar as informações e tirar suas dúvidas.
Esta dica, aliás, vale também para quem pretende visitar nossos escritórios no Rio e em São Paulo, ou conversar com nossos professores-leitores em algumas universidades brasileiras (relação emhttp://rio.daad.de/shared/professores_visitantes.htm).
Marcio Weichert é assessor de marketing e comunicação do DAAD no Brasil, graduado em comunicação social pela UFF e pós-graduado em gestão estratégica pela UCAM.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Voltas às aulas

Em assembléia de docentes hoje, 02/09/2011, foi deliberado o final da greve de docentes, com retorno das atividades no próximo dia 12/09/2011.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Folha: BC cedeu a pressões ao reduzir juros, avaliam analistas


01/09/2011 - 07h35


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MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
Analistas do mercado consideraram a decisão do Banco Central de cortar a taxa de juros em 0,5 ponto percentual --de 12,5% para 12%-- um movimento arriscado e o interpretaram como um sinal de que a diretoria da instituição cedeu a pressões.
Segundo eles, a redução da Selic, mesmo com a inflação acima da meta oficial, faz crer que a autoridade monetária sucumbiu às investidas do governo, que está preocupado em evitar uma desaceleração muito forte da atividade econômica.
BC reduz taxa básica de juros para 12% ao ano
Copom atribui corte nos juros a crise internacional
Indústria elogia decisão do BC, mas pede mais ações contra crise
Saiba como a taxa básica de juros influencia a economia
Mesmo após corte, Brasil ainda é líder em juros reais no mundo
O diretor da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, não vê sinais claros de que a crise externa será forte e considera que BC fez uma aposta especulativa na piora do cenário internacional. "A independência do BC está arranhada. Ele é hoje um órgão auxiliar do Ministério da Fazenda", criticou.
O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni também diz acreditar que o BC exagerou na sua avaliação do cenário externo e teme que os preços voltem a subir, porque a renda dos trabalhadores brasileiros continua em alta e os gastos do governo continuam crescendo, apesar do esforço feito para freá-los.
"Seria um grande retrocesso o BC voltar a atuar cedendo a pressões políticas", disse Langoni. "Isso teria consequências negativas para o crescimento de longo prazo que depende muito da expectativa de estabilidade".
Além disso, destaca, os gastos do governo seguem crescendo num ritmo acima da expansão econômica e os R$ 10 bilhões a mais que vão engordar o superavit primário são fruto de arrecadação extraordinária, e não de contenção de despesas.
A expectativa dos analistas é de que o Copom promova novo corte nos juros na sua próxima reunião, que está marcada para 18 e 19 de outubro.
+ CANAIS

Tributos

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15357671,00.html?maca=bra-rss-br-all-1030-rdf


ALEMANHA | 31.08.2011

Bonn instala parquímetro para cobrar imposto de prostitutas

 

A cidade de Bonn, no oeste da Alemanha, implantou uma forma inusitada de cobrar imposto de prostitutas na rua: adaptou um parquímetro para cobrar "imposto sexual diário".

 
A prostituição é regulamentada na Alemanha, e existem diferentes regras tributárias, dependendo da região. Mas com o caixa eletrônico de imposto sexual, Bonn é pioneira. Outras cidades já consideraram a ideia "interessante".
O equipamento, um parquímetro adaptado, foi instalado na zona de prostituição da cidade no fim de semana. O bilhete diário de imposto custa seis euros e vale das 20h15 às 6h. Segundo a prefeitura de Bonn, em três noites foram arrecadados 264 euros. Segundo estimativas, uma em cada duas profissionais do sexo utilizou o caixa automático para comprar o bilhete de imposto.
Segundo a porta-voz da prefeitura de Bonn, Monika Frömbgen, o movimento de prostituição na rua onde foi instalada máquina, longe do centro da cidade, não é grande. Em média, cerca de 20 mulheres oferecem serviços sexuais na única rua onde a prostituição é permitida em Bonn, a Immenburgstrasse, onde foi instalado o único caixa para recolhimento do imposto.
Caixa foi adaptado de um parquímetroCaixa foi adaptado de um parquímetroO município instituiu o imposto sexual no início de 2011. Segundo a prefeitura, a arrecadação anual com a contribuição deve chegar a 200 mil euros por ano. "Até onde sabemos, existem 200 prostitutas em Bonn, das quais umas 20 trabalham nas ruas, mas certamente há casos não declarados, que trabalham em casa", diz Frömbgen. A dificuldade de cobrar imposto das garotas de programa na rua levou à instalação do caixa eletrônico.
Associações de prostitutas são contra
A Aliança de Serviços de Aconselhamento para Profissionais do Sexo (Bufas, do alemão) rejeita o "tratamento fiscal diferenciado" e também o bilhete de imposto diário. "Nós somos contra essas regras especiais e a favor da igualdade entre todos os trabalhadores, inclusive na arrecadação de impostos", diz Beate Leopold, funcionária do centro de aconselhamento Cassandra em Nürnberg, associada à Bufas. Segundo ela, as prostitutas deveriam, como qualquer outro trabalhador, pagar imposto de renda individual.
A prefeitura de Bonn não vê problema em seu imposto sexual e no bilhete eletrônico. "Os municípios têm liberdade para decidir sobre os próprios impostos e nós estamos legalmente autorizados a cobrar essa taxa", disse Frömbgen. Quem for flagrado sem o bilhete de imposto pode pagar multa.
A medida serviu para regulamentar o comércio do sexo na cidade, depois de muitos protestos de moradores, explica Frömbgen. A área de prostituição, que fica ao lado de um sex shop e de um estacionamento público, foi reduzida a um trecho da rua e a atividade é proibida durante o dia. Além disso, a cidade construiu cabines de madeira, que podem ser utilizadas pelas mulheres e seus clientes.
FF/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer
 
 

Estudar fora do Brasil - como financiar


Trabalho temporário é importante para custear estudos na Alemanha

 

Uma experiência no exterior sempre é um acréscimo no currículo, mas financiar os estudos em outro país nem sempre é fácil. Estudantes brasileiros dão dicas para quem pretende estudar na Alemanha.

 
Custear os estudos na Alemanha já é difícil mesmo para os próprios estudantes alemães. Durante os estudos, três de cada quatro estudantes alemães trabalham para poder pagar suas contas.
Enquanto muitos conseguem estudar em universidades alemãs graças a programas de intercâmbio ou bolsas de estudos, outros não têm tanta sorte. As leis que regulamentam o horário de trabalho dos estudantes estrangeiros na Alemanha são muito rígidas.
A estudante brasileira Melize Colucci conta que se financia totalmente sozinha. Ela estuda na universidade de Hildesheim e faz Gestão da Informação como curso principal, e Política e Mídia como disciplina secundária. Como o visto de estudante só permite trabalhar 90 dias por ano, isso não era suficiente para ela se manter.
"Entrei com um pedido de permissão de trabalho quando comecei na atual empresa. Ele foi liberado e recebi permissão para trabalhar 19,5 horas por semana durante o semestre letivo ou 40 horas por semana nas férias".
Melize ganha de 550 a 650 euros por mês e, nas férias, ainda precisa trabalhar em feiras de eventos, pois as taxas semestrais na universidade onde estuda custam 750 euros. Segundo ela, o dinheiro é suficiente apenas para sobreviver. "É possível se manter como estudante sozinho, porém a gente tem que cortar muitas coisas. Já não vou ao Brasil há sete anos porque não consigo juntar grana para viajar".
Por causa do trabalho, Melize teve que atrasar um pouco seu curso. Ela vai se formar depois de 14 semestres. A duração normal do curso é de 11 a 12 semestres.
Já o professor de alemão Gláucio Rezende, do Instituto Goethe de São Paulo, conta que durante seu mestrado na Universidade de Jena, no leste alemão, ele se sustentou através de trabalhos temporários voltados para estudantes.
Numa jornada flexível, toda semana, os turnos eram divididos conforme a disponibilidade de cada um. Além disso, ele trabalhou como freelance para editoras alemãs de livros didáticos em português e ainda recebia uma pequena ajuda dos pais para pagar o plano de saúde, obrigatório na Alemanha.Professor de alemão Gláucio Rezende dá dicas Professor de alemão Gláucio Rezende dá dicas
Já o estudante Marcos Fábio de Faria fez um intercâmbio de dois semestres na Alemanha, também na Universidade de Jena, mas contou com uma bolsa de estudos apenas nos primeiros seis meses. No segundo semestre, ele ajudou um professor na própria universidade e dessa forma pode se sustentar até a volta ao Brasil.
Ajuda a universitários
Os custos de moradia na Alemanha variam muito de cidade para cidade. Gláucio dá a dica de procurar o mais rápido possível a Organização dos Serviços Sociais para Estudantes (Studentenwerk) da universidade. "É a forma mais barata e prática de se morar na Alemanha como estudante. Eles oferecem opções de alojamento individual ou em repúblicas. A vantagem são os aluguéis mais baixos e lavanderia no prédio."Moradia estudantil em BonnMoradia estudantil em Bonn
Também Marcos viveu em uma moradia estudantil, mas para ele tudo havia sido resolvido pela universidade.
Melize se mudou de uma moradia universitária para um apartamento em Hannover, onde mora com o namorado. Mesmo distante da universidade, ela economiza no transporte público, pois com a carteirinha de estudante, ela viaja por todo o estado onde mora.
Melize, que divide todos os custos com seu namorado, acredita que o custo de vida na Alemanha seja mais baixo do que no Brasil. "É possível fazer mais coisas com menos dinheiro, mas o limite de trabalho para estudantes estrangeiros não deixa muito espaço para luxo. No mais o dia-a-dia aqui é bem em conta e livros são superbaratos."
Gláucio conta que uma das coisas de que mais gostou na Alemanha foi a acessibilidade à cultura. Apesar de Jena ser uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, ela é muito agitada culturalmente, explica. "Uma cidade pequena (para os padrões brasileiros) como Jena oferece uma gama incrível de possibilidades culturais: cinema, teatro, festivais, música de qualidade... e tudo a um preço bem acessível".
Autora: Camilla Saloto
Revisão: Roselaine Wandscheer