domingo, 29 de abril de 2012

Estadao: Aprendendo de graça com os tops



Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,aprendendo-de-graca-com-os-tops,866654,0.htm?reload=y

Mais ágil, segunda onda da educação gratuita online amplia oferta de videoaulas; Brasil ganha portal com legendas para quem não sabe inglês

28 de abril de 2012 | 21h 01
Sergio Pompeu, do Estadão.edu
Por que, na sociedade do conhecimento, os superastros estão na indústria do entretenimento? Professores podem ser superastros? Falando de professores, faz sentido gastarem o tempo em sala de aula entregando conteúdo, em vez de elaborar sobre ele? Se cai na conta da “ignorância” a culpa por boa parte dos males de um país (e do mundo), por que tão poucos têm acesso à educação?
Renato Pedrosa, da Unicamp, ensina Cálculo na Univesp TV: campeão de audiência - Youtube/Reprodução
Youtube/Reprodução
Renato Pedrosa, da Unicamp, ensina Cálculo na Univesp TV: campeão de audiência
A resposta para tudo isso pode estar na educação de graça online, acessível para todos. É esse espírito que une projetos da segunda onda da coalizão informal que se propõe a revolucionar o ensino em escala global. Para falar sobre esse processo, o Estadão.edu ouviu representantes de dois portais, o americano Coursera e o brasileiro Veduca, e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) – que ganhará autonomia se a Assembleia aprovar um projeto enviado pelo governo paulista no dia 18.
Também no dia 18, o Coursera anunciou que recebeu de investidores US$ 16 milhões para produzir videoaulas, além do fechamento de parcerias com as Universidades de Stanford, Berkeley, Michigan, Princeton e da Pensilvânia. Em vez das pesadas estruturas criadas por consórcios de universidades para oferecer educação a distância que naufragaram nos anos 90, tanto o Coursera quanto seu antecessor imediato, o Udacity, nasceram de iniciativas individuais. Foram criados por professores que deixaram cargos cobiçados em Stanford na esteira do sucesso de três cursos presenciais transpostos para a web. Cada um deles atraiu no ano passado mais de 100 mil alunos de todo o mundo.
A ideia é oferecer cursos (na verdade disciplinas), normalmente divididos em módulos de uma dezena de aulas. “Nossa estratégia tem sido buscar parcerias com universidades top”, diz um dos criadores do Coursera, Andrew Ng, que dava aulas de Ciência da Computação em Stanford (leia entrevista neste link). “Estamos colocando o conteúdo dos cursos online, seja de Finanças ou de Ciência da Computação. Embora pertençam ao universo do ensino superior, muitos cobrem tópicos de interesse geral: poesia, sociologia, história da internet ou efeitos das vacinas na saúde humana.”
Na semana passada, o Coursera adicionou seis cursos aos sete que já estavam disponíveis. Nos próximos meses, serão mais 30, dados por professores-celebridades, como Charles Severance, da Universidade de Michigan, que vai contar em seis semanas, a partir de 23 de julho, a história da criação da web e de como ela funciona no curso História da Internet, Tecnologia e Segurança. “Para operar num mundo centrado na informação, precisamos entender como funciona a tecnologia em rede”, explica, no portal.
O trunfo de Severance, além da qualificação acadêmica em programação e design na web, é ter testemunhado o nascimento da rede e convivido com seus pais. Todos foram habitués do programa sobre tecnologia que o professor apresentou na TV americana na década passada.
Para a maioria do público brasileiro, porém, projetos como o Coursera não funcionam. Aliás, a onipresente barreira do idioma limita o acesso a toda a produção disponível desde 2002, quando o Massachusetts Institute of Technology (MIT) começou o programa OpenCourseWare, colocando aulas de seus professores na web.
Foi pensando nisso que o engenheiro aeronáutico Carlos Souza e três sócios lançaram, em março, o portal Veduca, que já oferece 70 aulas de professores de grandes universidades com legendas em português. Isso é apenas uma pequena parte do total de 4.712 videoaulas que serão traduzidas. Todas estão hospedadas no portal, organizadas por temas. “Queremos democratizar a educação de alta qualidade no Brasil”, diz Souza, ex-executivo da área de marketing da Procter&Gamble.
Graças ao portal, quem não fala inglês pode assistir ao curso sobre compaixão dado pelo dalai-lama em Stanford, um dos hits do Veduca. Souza ainda procura patrocinadores, mas acha que fez a coisa certa ao apostar na educação gratuita. Um dos termômetros são e-mails enviados de todos os cantos do País, como este: “Olá, tenho 13 anos, meu sonho é ser astrofísico, com esses vídeos estou aprendendo muito. Obrigado aos organizadores do site e a quem colocou a legenda para facilitar o aprendizado.”
Parte da comunidade que assiste ao Veduca participa até da legendagem do material, de forma colaborativa. Depois, a equipe do portal, de dez tradutores, confere o conteúdo e publica. “É como uma Wikipedia.”
A médio prazo, o Veduca quer produzir conteúdo com universidades daqui. O portal chamou a atenção do pró-reitor de Graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, que procurou Souza para conhecer o modelo do negócio. “Nosso interesse é divulgar o que produzimos na Unicamp. É preciso pensar numa parceria adequada; não é correto uma empresa ter lucro a partir da iniciativa de uma universidade pública.”
Na esfera pública, uma das experiências mais interessantes hoje no País é a da Univesp, criada em 2009, que tanto oferece programas formais a distância quanto cursos livres, por meio da Univesp TV. Os primeiros têm processos seletivos e dão diploma: a universidade virtual tem duas licenciaturas (em Ciências, em parceria com a USP; e em Pedagogia, com a Unesp) e duas especializações (em Ética, Valores e Saúde na Escola; e em Ética, Valores e Cidadania na Escola, ambas em convênio com a USP).
A Univesp TV põe na web e no canal digital 2.2 da TV Cultura (acessível para quem tem TV com conversor) aulas, cursos e entrevistas. Embora a maioria do conteúdo produzido seja feita em parceria com a USP, Unesp e Unicamp, a TV fez a legendagem do fenômeno Justice, série de 12 aulas do filósofo político Michael Sandel (o Veduca também está fazendo sua própria versão do material em português). Gravado em 2009 em Harvard como uma série de TV, Justice migrou para a web e fez de Sandel uma celebridade em países como Japão e China.
Num auditório lotado em Harvard, o professor provoca alunos a refletir sobre temas espinhosos, muitos baseados em casos reais: existe justificativa moral para a tortura, o assassinato ou o canibalismo? Uma mãe de aluguel pode romper o contrato e ficar com o bebê? As reflexões servem para introduzir o pensamento de gigantes como Aristóteles, Kant e John Stuart Mills.
Nesta segunda-feira, 30, a Univesp TV estreia seu segundo curso legendado, de Introdução à História da Grécia Antiga, produzido por Yale. Dado pelo professor Donald Kagan, ganhador em 2002 da Medalha Nacional de Humanidades, uma das maiores distinções acadêmicas dos Estados Unidos, o programa tem 24 aulas.
“Nosso primeiro objetivo é oferecer programas que apoiam o aprendizado dos alunos de cursos certificados, são parte do material didático desses cursos”, diz a coordenadora geral da Univesp TV, Mônica Teixeira. “Mas também estamos, cada vez mais, acompanhando cursos regulares das universidades paulistas e colocando o registro na íntegra na TV.”
Em alguns casos, a própria Univesp TV chama professores e especialistas e sugere que desenvolvam cursos curtos. Um exemplo é a série de cinco aulas sobre mudanças climáticas dada pelo físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) e ex-reitor da Unicamp.
Outro destaque é o curso de extensão gravado no Centro Maria Antônia da USP em que o sociólogo Gabriel Cohn, ex-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), fala da obra de Max Weber, tema no qual é referência no País. Nesse caso, a Univesp TV inverteu o processo do Veduca: fez a versão para o inglês das aulas de Cohn.
“As pessoas no mundo da TV e da imprensa acham que não se pode apostar no cidadão instruído ou que quer se instruir”, diz Mônica. “Mas dá para apostar, sim, tranquilamente. Não vai atingir a massa, 80% da população, claro, mas tem um público hoje totalmente desassistido nos meios de comunicação. Acompanhar um curso pode ser uma coisa genial, deliciosa.”
A coordenadora da Univesp TV faz o que prega. Já encarou tours de force, como assistir às 36 aulas do curso de Eletricidade e Magnetismo do MIT OpenCourseWare, dado por um dos professores-celebridade da universidade americana, Walter Lewin. “Ele é fantástico.”
Mônica não mostra o mesmo entusiasmo com a estética dos programas de universidades estrangeiras. “Ao contrário do MIT, por exemplo, a gente quer fazer direito. Lá eles só colocam uma câmera na sala. Se o professor mostra uma transparência, por exemplo, isso não aparece no quadro, porque não tem ninguém manejando a câmera”, diz. “Trabalhamos com outro padrão de qualidade, porque somos uma televisão.”
O campeão de acessos da Univesp TV pode parecer improvável. É Cálculo 1, do professor Renato Pedrosa, curso regular de graduação do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica. A primeira aula tinha na noite deste sábado, 28, 6.015 visualizações no canal da Univesp TV no Youtube (www.youtube.com/univesptv). No total, as 23 aulas de Pedrosa já tiveram mais de 15 mil visualizações.
Além de cursos como Cálculo 1 e Física 1, a Unicamp usou a parceria com a Univesp para criar uma grade mensal, com os programas Conversando sobre a Graduação e Aulas Magistrais, de grandes professores falando sobre temas como literatura, escravidão e aquecimento global.
Assistir a uma das Aulas Magistrais mais populares, Fisiologia do Amor, da Paixão e do Sexo, é uma experiência rica e desconcertante. Respeitado pesquisador do Instituto de Biologia, Miguel Arcanjo Areas usa e abusa do humor e de termos impublicáveis para falar de paixão, amor e sexo e sua relação com neurotransmissores.
A impressão geral da aula é a de programa de auditório que mistura tiradas capazes de ferir almas mais sensíveis, educação sentimental e orientação sexual, na linha da Marta Suplicy pré-política. Temperado com um repertório brega ao qual não faltam sertanejos e Fábio Jr. – Areas canta e arrisca falsetes. No final, é aplaudido de pé.
Muitos podem torcer o nariz, mas Areas consegue fazer da Aula Magistral um programa palatável tanto para alunos da Unicamp quanto para fãs do Pânico. Algo a se pensar quando a intenção é usar tecnologia para democratizar a educação.
SERVIÇO
Coursera (www.coursera.org)
Cursos com duração de 4 a 12 semanas sobre assuntos como Algoritmos, Teoria dos Jogos e Mitologia. As aulas são dadas por professores de Princeton, Stanford e das Universidades da Califórnia, de Michigan e da Pensilvânia
Udacity (www.udacity.com)
Criado por experts em robótica, oferece seis cursos na área tecnológica. Introdução à Inteligência Artificial, por exemplo, teve 160 mil alunos
Youtube EDU (www.youtube.com/education)
O maior portal de vídeos da web tem página de conteúdo educacional dividido em categorias como Universidade, Ensino Fundamental e Médio, e Aprendizado Para Toda a Vida
Veduca (www.veduca.com.br)
Site tem 70 aulas de professores de grandes universidades do mundo com legenda em português, mas promete oferecer versão de um total de 4.714 videoaulas
Univesp (www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br)
O programa do governo de SP vai se tornar uma universidade. Por enquanto, oferece graduação e pós em parceria com USP e Unesp. Parte das aulas e cursos livres estão disponíveis no site univesp.tv.br
Unicamp (www.prg.unicamp.br/aulas)
Aulas Magistrais reúne videos de grandes professores
Este aplicativo gratuito para iPad, iPhone e iPod touch tem um catálogo de mais de 500 mil palestras em vídeo ou áudio, livros e outros recursos educacionais de instituições como Stanford, Yale e MIT

quinta-feira, 26 de abril de 2012

IG: Casas e carros mudam de dono pela primeira vez em meio século em Cuba

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/especialcuba/2012-04-26/casas-e-carros-mudam-de-dono-pela-primeira-vez-em-meio-seculo-em.html

No primeiro trimestre do ano, foram cerca de 13 mil casas e 15 mil automóveis vendidos ou doados em negociações amparadas por reformas econômicas

AFP | 26/04/2012 18:57:03 - Atualizada às 26/04/2012 18:58:03


Texto:
Cerca de 13 mil casas e 15 mil automóveis mudaram de dono em Cuba no primeiro trimestre de 2012, em negociações que passaram a ser legais pela primeira vez após meio século com as reformas econômicas do presidente Raúl Castro.

Mudança: Cuba detalha regras para compra e venda de carros, proibidas por 50 anos

"De janeiro a março, já somam mais de 2.730 as compras e vendas de imóveis e 8.390 de automóveis, enquanto as doações superam 10.660 e 6.780, respectivamente", disse a diretora de Registro Civil do Ministério da Justiça, Olga Pérez Díaz, citada pelo jornal oficial Granma nesta quinta-feira.


Foto: Reuters
Homem cubano restaura Fiat em rua de Havana (24/4)
As doações são, fundamentalmente, transferências gratuitas de propriedade para um familiar, com o objetivo de regularizar os títulos ou por outras razões.

As compras e vendas de casas e carros, proibidas nos anos 60 pelo governo de Fidel Castro, foram autorizadas no fim de 2011 por seu irmão Raúl, que o sucedeu no comando em 2006 e que impulsiona reformas para tentar tirar a ilha da crise econômica.

Afetados por décadas de restrições legais, que agora o próprio Raúl Castro considera "excessivas", os cubanos comemoraram as leis que os permitiram vender e comprar casas e automóveis.

"Apesar da timidez dos números (de transferências de propriedade), é um processo de contínua alta que realmente demonstra que a população ficou entusiasmada com essas coisas", disse o economista Omar Everleny, diretor do Centro de Estudos da Economia Cubana da Universidade de Havana.

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As duas leis também obrigaram a maiores esforços em serviços públicos, criticados pela excessiva burocracia, pois para formalizar as transferências os veículos e imóveis precisam estar devidamente anotados no registro de propriedade, algo que nem todos tinham.

Troca

Everleny disse que certamente não houve mais transferências "porque há um problema legal: os cubanos vivem nas casas, mas estas não estão em seu nome, e leva tempo para registrar a propriedade".

Até 10 de novembro de 2011, quando entrou em vigor a nova lei, apenas estavam permitidas as permutas de casas.

Cuba, com 11,2 milhões de habitantes, enfrenta há décadas um grave déficit habitacional, um problema agravado pela deterioração de muitas moradias existentes.

Já a lei de compra e venda de automóveis entrou em vigor em 1º de outubro de 2011. Até então, só podiam ser transferidos os velhos carros americanos, importados antes de 1959, muitos dos quais, equipados com novos motores diesel, rodam hoje como táxis em Havana.

'Mérito'

Até 1990, os cubanos podiam apenas comprar automóveis se o governo fornecesse um cupom por "méritos trabalhistas", com proibição de vendê-lo, pagando a prazo com preço subsidiado. Mas com a crise econômica da época, chamada oficialmente de "período especial", esse sistema acabou.

Casos excepcionais eram o dos músicos e profissionais que ganhavam altas somas de dinheiro no exterior, e que até outubro recebiam uma permissão especial para adquirir um veículo.

Reformas: Cubanos se preparam para comprar e vender propriedades privadas

As reformas econômicas, incluindo a legalização do trabalho privado ou por conta própria (para reduzir a folha de pagamento do setor público), foram colocadas em vigor gradualmente. Uma das leis mais aplaudidas foi a que acabou com o confisco de casas dos emigrantes, que durou de 1959 a 2011.

"As reformas avançam gradualmente. Não houve retrocesso em nenhuma das medidas tomadas, todas as coisas continuam sendo implementadas. Algumas puderam ir a um ritmo maior, mas estão trabalhando para que exista um componente legal", concluiu Everleny.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Setor das Ifes indica greve nas Federais a partir de 17 de maio


Data: 23/04/2012

Setor das Ifes indica greve nas Federais a partir de 17 de maio

Indicativo de greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de maio. Essa foi uma das deliberações da reunião do Setor das Ifes, realizada neste final de semana (21 e 22), que contou com a participação de quatro diretores nacionais e 48 representantes de 35 seções sindicais do ANDES-SN.

Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira - prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal-, a valorização do piso e incorporação das gratificações.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Ifes. Foi definida uma agenda de atividades – confira abaixo.

Na próxima reunião entre o ANDES-SN e o governo, que acontece na quarta-feira (25), o Sindicato Nacional irá reiterar na mesa a indignação dos docentes pelo descumprimento do Acordo (no que diz respeito ao prazo conclusivo sobre a reestruturação de carreira) e em relação à postura intransigente, que os representantes do governo têm demonstrado, descaracterizando o processo de negociação.

Os representantes do setor das Ifes aprovaram ainda por unanimidade que o ANDES-SN exija do governo uma mudança de postura e agilidade no calendário.

O setor das Ifes indicou que seja realizada nova rodada de assembleias nas seções sindicais, entre 2 e 11 de maio, e volta a se reunir no dia 12, para deliberar sobre a deflagração da greve nacional dos docentes das Ifes.

Agenda:
1º maio: Atos do dia do Trabalhador;
2 a 11 de maio: rodada nacional de assembleias gerais, para deliberar sobre o indicativo de greve nacional dos docentes das Ifes, por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de maio;
12 de maio: reunião do setor das Ifes em Brasília, para deliberar sobre a deflagração da greve nacional;
14 e 15 de maio: rodada nacional de assembleias gerais (AG), para deflagração da greve em cada instituição, incluindo na pauta: a transformação daquela AG em AG permanente de greve; instalação do comando local de greve; definir o protocolo de comunicação de entrada em greve na respectiva Ifes; indicação do representante no Comando Nacional de Greve;
17 de maio: deflagração da greve nacional dos docentes das IFES.

Leia aqui o relatório da reunião, com informes sobre as ações locais de mobilização.


Fonte: ANDES-SN

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Estadão: Correndo atrás do inglês



Só 13% da população do País têm capacidade moderada ou alta de entender o idioma

21 de abril de 2012 | 20h 20
Lorena Amazonas e Juliana Deodoro, especial para o Estadão.edu
A falta de fluência dos brasileiros em inglês virou questão de Estado. Recentemente, o ministro da Educação Aloizio Mercadante, disse que o maior desafio do Ciência Sem Fronteiras é achar alunos com proficiência no idioma. O programa pretende enviar até 2014 cerca de 100 mil universitários ao exterior, mas os participantes precisam ter pontuação mínima na prova internacional Test of English as a Foreign Language (Toefl).
O administrador Thiago Souza quer fazer MBA no exterior - Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
O administrador Thiago Souza quer fazer MBA no exterior
Pesquisa publicada em março pelo Ibope mostra que 13% dos brasileiros, cerca de 24,7 milhões de pessoas, têm capacidade alta ou moderada de ler e entender a língua inglesa. No mundo, a média é de 62%. Outro índice, de pesquisa da escola Education First, coloca o Brasil na 31.ª posição em um ranking que analisa o domínio do inglês em 44 países.
A pesquisa Barômetro de Idiomas, feita pela rede social Busuu e pela IE Business School, avaliou os hábitos de estudo do segundo idioma de 45 mil pessoas de 230 países. As 4.600 pessoas ouvidas no Brasil elegeram o inglês como a língua do futuro (50%), seguido do mandarim (21%). 
A maioria dos brasileiros que aprende idiomas trabalha em empresa (30%) ou estuda (29%). A pesquisa mostrou que 20% deles já investiram mais de US$ 1.300 em cursos. Falta de tempo e alto custo ficaram empatados em primeiro lugar (19%) como as grandes dificuldades enfrentadas para aprender idiomas no País. 
Para a fundadora da escola online EzLearn, Ana Gabriela Pessoa, o desempenho dos brasileiros não é tão preocupante. “Existe uma conscientização da importância do inglês, é o primeiro passo.”
São exemplos dessa conscientização os 11 casos desta reportagem, de brasileiros que recorreram às aulas de inglês. Do administrador de empresas Thiago Vilas Boas de Souza, candidato a um MBA no exterior, à camareira de hotel Solange dos Santos, que, de olho na Copa do Mundo, quer se comunicar melhor com os hóspedes.

sábado, 21 de abril de 2012

Folha: Presidente do 'Sebrae' da África do Sul não vê avanços com a Copa

Fonte: http://classificados.folha.com.br/negocios/1079137-presidente-do-sebrae-da-africa-do-sul-nao-ve-avancos-com-a-copa.shtml


PATRÍCIA BASILIO
DE SÃO PAULO
Divulgação
Hlonela Lupuwana, presidente da Seda, na África do Sul
Hlonela Lupuwana, presidente da Seda, na África do Sul
A grande expectativa dos empresários brasileiros atualmente está centrada na Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil.
A experiência vivenciada em 2010 pela África do Sul, contudo, não foi das mais animadoras. Isso é o que afirma Hlonela Lupuwana, presidente da Seda (Agência para Desenvolvimento das Pequenas Empresas da África do Sul), entidade que tem atuação semelhante à do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Brasil.
A especialista participou ontem do último dia do "Seminário Internacional Sobre Pequenos Negócios", do Sebrae, e falou um pouco do seu país e das futuras parcerias com o Brasil para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas.
Veja trechos da entrevista da sul-africana concedida com exclusividade para a Folha:
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Qual a quantidade de micro e pequenas empresas na África do Sul?
De acordo com o último estudo feito em 2010, há aproximadamente 5,9 milhões de negócios desses portes.
Quais as dificuldades que essas empresas têm de superar?
Espaço de trabalho inadequado e mal localizado, dificuldades de acesso financeiro e de mercado, competição com grandes empresas, falta de habilidade empresarial e excesso de processos regulatórios.
O Brasil e a África do Sul são dois países com um grande potencial econômico. Na sua avaliação, como pequenas empresas podem seguir essa tendência?
Primeiro, o governo tem de descobrir o potencial das pequenas empresas, especialmente em termos de inovação e criação de empregos. Por fim, os empreendedores precisam entender que são parte de deliberações políticas e que devem ter a capacidade demandada pelo mercado.
Como está a economia da África do Sul?
A economia sul-africana está bastante devagar. Estamos vivenciando um crescimento de 3% ao ano. Um bom índice seria de 5%.
E o mercado de trabalho?
Está bem ruim. O atual índice de desemprego é de 25%. A única forma de vencer esse obstáculo é investindo nas indústrias e empresas.
A Copa do Mundo em 2010 não ajudou a desenvolver o país?
Não. É um evento bem fechado e protegido. Eles [Fifa] selecionam quais empresas vão participar e quais vão se beneficiar. Ninguém pôde chegar próximo ao local do evento e vender produtos, por exemplo. Tudo é muito restrito.
O governo até melhorou a infraestrutura, as ruas e outras coisas desse tipo, fazendo com que a infraestrutura ganhasse destaque internacional. O resultado de tudo isso, contudo, é um ganho específico no setor de turismo, que foi o que mais cresceu com a Copa.
As empresas estrangeiras estão abrindo unidades na África do Sul?
Sim. A África do Sul é o portão empresarial do continente porque é a maior economia, tem boa infraestrutura e estabilidade política. Não temos guerras, por exemplo. Nesse contexto, chegam ao país companhias de todos os setores, como bancos e empresas de tecnologia.
Há muitas 'startups' na África do Sul?
Há empresas jovens de todos os segmentos, principalmente saindo das incubadoras. Entretanto, elas não trabalham com tecnologia com tanta força como as do Brasil, uma vez que esse não é o carro-chefe da África do Sul.