domingo, 18 de dezembro de 2011

BBC: Marido corta dedos de esposa ‘que quería estudar


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111216_bangladesh_marido_dedos_fn.shtml

em  16 de dezembro, 2011 - 09:49 (Brasília) 11:49 GMT
Hawa Akther (Foto: BBC)
Médicos não conseguiram salvar os dedos da mão direita de Akther
A polícia de Bangladesh afirmou que um homem teria cortado os dedos da mão direita de sua esposa depois de descobrir que ela estava estudando sem a permissão dele.
Segundo a polícia, Rafiqul Islam, de 30 anos e que trabalha nos Emirados Árabes Unidos, atacou Hawa Akther, 21, e admitiu o crime cometido no início do mês logo depois de voltar para Bangladesh.
A polícia afirma que Islam amarrou a esposa, tapou sua boca com fita adesiva e cortou os cinco dedos de sua mão.
No entanto, não houve uma confirmação independente do próprio Islam. Grupos de defesa dos direitos humanos já pediram punição severa para ele.
O incidente seria um dos vários casos de violência doméstica ocorridos nos últimos meses que têm como alvo mulheres mais instruídas.

'Consequências graves'

Hawa Akther descreveu o ataque que sofreu para a BBC.
"Depois que ele voltou para Bangladesh, ele queria conversar comigo. De repente, ele colocou uma venda em meus olhos e amarrou minha mão", disse Akther, falando da cidade de Narsingdi.
"Ele também fechou minha boca com fita adesiva dizendo que iria me dar um presente surpresa. Mas, ao invés disso, ele cortou meus dedos."
A jovem disse que o marido não aprovava a decisão dela de se matricular em um colégio para completar seus estudos superiores.
Rafqul Islam (Foto: BBC)
Islam foi detido depois do incidente
Akther contou ainda que, durante conversas telefônicas, Islam a advertiu que haveria "graves consequências" se ela fosse contra a vontade dele.
Um membro da família de Islam afirmou que o casal tinha algumas "diferenças" em algumas questões, incluindo a decisão dela de estudar.

Médicos

Os médicos não puderam salvar os dedos da mão direita de Akther.
"Os médicos disseram que meus dedos poderiam ser religados dentro de seis horas (depois do incidente), mas ele (Islam) se recusou a entregar os dedos. Depois deste período, outro familiar do meu marido jogou os dedos em uma lata de lixo", disse a jovem à BBC.
Akther afirmou que não quer mais viver com seu marido. Islam está detido.
A polícia afirma que as investigações preliminares levaram os policiais a acreditar que Islam cometeu um crime premeditado.
A jovem vítima, por sua vez, já afirmou que quer continuar seus estudos e que quer também que o marido seja punido.
"Comecei a praticar a escrita com minha mão esquerda. Quero ver até onde posso chegar. Nunca imaginei que meus dedos seriam cortados deste jeito por causa dos meus estudos", disse.
O ataque contra Akther ocorreu depois de um incidente em junho, no qual uma professora universitária perdeu um olho e outra mulher foi ferida em um ataque que teria sido feito pelo marido da professora.
O homem acusado neste caso, Syeed Hasan Sumon, morreu na prisão no começo do mês, enquanto aguardava julgamento.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Curso on line


Assunto:CURSO ON-LINE: PAA DOAÇÃO SIMULTÂNEA
Data:Tue, 13 Dec 2011 11:28:46 GMT
De:ONG EDUCOOP 
Para:mgsoares@ufv.br



Olá, tudo bem?
A ONG EDUCOOP oferecerá dois cursos pela internet sobre o PAA Doação Simultânea, possibilitando que os alunos conheçam este programa do governo federal, elaborem e submetam 
seus projetos com o apoio técnico de mediadores capacitados.
Obs.: Gostaria de contar com o seu apoio, divulgando os nossos cursos aos seus amigos. Precisamos desse apoio para continuar as nossas ações. Obrigado deste já!
O PAA Doação Simultânea é uma política de segurança alimentar que combate a fome com a compra de produtos da agricultura familiar através das cooperativas e associações.

Cursos online PAA Doação Simultânea: Elaboração do Projeto e Curso online PAA Doação Simultânea: Gestão do Projeto 
Início dos cursos: 19/12/2011; 
Cursos totalmente a distância;  
Apoio de especialistas para a elaboração e gestão dos projetos;  
Metodologia: Material didático, fóruns, downloads, questionários e chats;  
Carga Horária: 15 horas em 20 dias para cada curso;  
Certificado: Após a conclusão do curso o certificado é enviado por e-mail;  
Pré-Requisitos: Ser usuário de internet e possuir e-mail.
 “Para mim foi participar deste tipo de curso virtual, achei interessante e proveitoso, considerando que foi a primeira vez que participo virtualmente.”  Depoimento de Divino 
Lima da cidade de Guarda-Mor - MG
“Os constantes contatos dos instrutores incentivando a participação nos fóruns, inclusive encaminhando e-mail com temas relevantes abordados no fórum.”  Depoimento de Jose 
Melo da cidade de Arapiraca - AL

A pessoa interessada em realizar a inscrição nos cursos, basta acessar o nosso site e seguir as orientações detalhadas nele. O site é www.CursosCooperativistas.com.br
Maiores informações: adm@cursoscooperativistas.com.br 

Saudações Cooperativistas!!!

Adilson Faria
Presidente da Ong Educoop
Tel.: 031 3891-5518

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Resultado - Prova de Macro II (09/12/11)


Gabarito - Prova de Macro II - 09/12

  
 Questão Resposta
    1    V
    2    F
    3    V
    4    F
    5    V
    6    F
    7    V
    8    F
    9    F
   10    V
   11    V
   12    F
   13    V
   14    V
   15    V

terça-feira, 29 de novembro de 2011

BBC: Suécia é "ilha de prosperidade" em meio à crise na União Europeia

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/11/29/suecia-e-ilha-de-prosperidade-em-meio-a-crise-na-uniao-europeia.jhtm

Rogerio Wassermann
Da BBC Brasil em Londres
  • Menina segura bandeirinhas suecas no dia do casamento da princesa herdeira Victoria Menina segura bandeirinhas suecas no dia do casamento da princesa herdeira Victoria
Assim como a Grã-Bretanha, a Suécia decidiu não adotar o euro como moeda, apesar de fazer parte da União Europeia. As semelhanças entre os dois países, porém, param por aí. Enquanto a economia britânica patina, a Suécia aparece como uma verdadeira “ilha de prosperidade” em meio às perspectivas negativas na região.
Os juros pagos pelos títulos da dívida sueca (com classificação de segurança máxima pelas agências de risco) são atualmente os mais baixos em toda a União Europeia, até mesmo que os da Alemanha, normalmente tidos como referência por serem os mais baixos.
A economia sueca foi a que mais cresceu no ano passado na União Europeia (5,6%) e tem previsão de crescimento de 4% neste ano.
A relação entre a dívida pública e o PIB está em queda acentuada, de 50,3% em 2004 para estimados 36,3% neste ano (maior apenas que as de Estônia, Bulgária e Luxemburgo na UE).
A taxa de desemprego, que chegou a 9% após a crise global de 2008, caiu a 7,2% em setembro deste ano, segundo o último dado disponível.

"Caso especial"

“A Suécia é quase um caso especial em toda a Europa, porque sua economia continua a manter fundamentos fortes, como finanças públicas sólidas, uma indústria competitiva, um mercado de trabalho que funciona bem e um sistema bancário comparativamente robusto”, afirma Neil Prothero, analista para Europa Ocidental da Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisas da revista britânica "The Economist".
“O país permanece em uma situação mais bem posicionada para absorver um grande choque econômico que a maioria, se não todos, os parceiros da União Europeia”, observa.
"O país permanece em uma situação mais bem posicionada para absorver um grande choque econômico que a maioria, se não todos, os parceiros da União Europeia"
Apesar do quadro favorável, um relatório da Comissão Europeia (o braço executivo da UE) divulgado no início do mês adverte que o país não passará totalmente incólume à crise na zona do euro.
“Nos últimos meses a crescente incerteza sobre o risco soberano na zona do euro e suas implicações para o crescimento econômico minou a confiança empresarial e dos consumidores, que caiu acentuadamente para níveis normalmente observados em conexão com crescimento muito lento ou negativo”, diz o relatório.
Segundo o documento, os dados econômicos do terceiro trimestre deste ano mostraram “sinais em ambas as direções, com a produção industrial e novos pedidos em um caminho de queda leve, enquanto a produção de serviços se mantém firme”.


domingo, 27 de novembro de 2011

IPEA: Economista Francês analisa o futuro do desenvolvimento


22/11/2011 07:40
Fonte: http://agencia.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12273&catid=3&Itemid=3


Solução para crises financeiras é reestruturação institucional, segundo Robert Boyer, da EHESS, que palestrou no Ipea
No atual contexto da crise econômica que se alastra pela União Européia o Ipea recebeu no Rio de Janeiro, dia 10/11, Robert Boyer economista Sênior do Centre pour La Recherche Economique na Ècole dês Hautes ètudes em Sciences Sociales (EHESS) e Diretor de Pesquisa no Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) que apresentou seu estudo  “Quais seriam os próximos modos de desenvolvimento e regime internacional?”
O professor que é um dos fundadores da escola da regulação econômica foi recebido no Ipea com elogios de Vanessa Petrelli, diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas (DIMAC), salientando  que a vinda do pesquisador ao Ipea é uma possibilidade de estreitar laços entre as instituições que representam, “visamos ter um intercâmbio com os grupos de economia dos quais o professor Boyer participa, para que possamos desenvolver pesquisas em novos modos de capitalismos para a América Latina”, disse.
Robert Boyer iniciou o debate afirmando que as três principais fontes da crise mundial de 2008 ainda estão operando, tendo a prevalência da lógica financeira sobre uma possível racionalidade econômica. Os fatores são a não mudança dos incentivos e estratégias econômicas, a não correção dos efeitos externos de desestabilização durante crises anteriores, e o desequilíbrio internacional da economia com a polarização entre grandes déficits e excedentes comerciais.  Para ele esses fatores acarretam a desigualdade de renda que por sua vez aumenta a frequência de crises financeiras.
Segundo o economista a crise é estrutural, pois não há recuperação endógena no regime de acumulação de capital norte americano apesar da crescente liquidez nos bancos. Isso se deve a uma forte “aversão” ao risco que vem dificultando o crédito para empresas e famílias. “Diante desse cenário o desemprego tornou-se estrutural e de longa duração, daí uma queda na renda real dos salários, o que é agravado pelo impasse político sobre um plano de novos gastos públicos em infra-estruturas”, disse Boyer.
Diante desta conjuntura Boyer afirma que é necessária uma nova teoria de desenvolvimento que busque avaliar as políticas públicas adotadas por alguns países emergentes. Ele citou três experiências que considera notáveis, a China que tem uma economia dinâmica com controle de crédito e câmbio por parte das autoridades publicas. A Argentina com sua recuperação surpreendente da economia, apesar de ainda passar por alguns conflitos políticos.
E por fim o Brasil que, segundo ele, representa um novo estrutularismo latino-americano com a adoção de políticas para controlar a entrada de capital especulativo através de imposto, um processo de crescente geração de emprego e, sobretudo a forte inclusão social que o país vem passando desde 2003.
Para o economista francês uma convergência emergente entre essas políticas de desenvolvimento de China, Brasil e Argentina é “uma oportunidade de elaborar uma nova trajetória para o desenvolvimento, impedindo a volta das teorias convencionais que tiveram papel tão negativo, gerando fracasso das estratégias de desregulamentação e instabilidade nas relações internacionais.
O professor finalizou afirmando que o novo desenvolvimento tem que ter como objetivo reformas institucionais reduzindo a dependência em relação a intermediação financeira internacional, construir uma credibilidade do sistema financeiro doméstico e fortalecer a economia em toda  a complementaridade dos bancos privados e públicos.

Brasil e o novo desenvolvimentismo
De acordo com Miguel Bruno, coordenador da área de Crescimento, Desenvolvimento e Distribuição de Renda da Dimac (Ipea), que organizou o seminário de Robert Boyer na instituição a busca pela estabilidade é urgente, “algo como um "novo sistema de Bretton Woods" será necessário para garantir a possibilidade de emergência de novas trajetórias de estabilidade do crescimento econômico, tanto na zona do euro quanto nos EUA e América Latina”. Para ele, é preciso se pensar um novo sistema monetário internacional que implica nova arquitetura institucional para dar suporte a relações comerciais e financeiras mais apropriadas com as demandas sociais em matéria de crescimento econômico, redução das desigualdades e geração de emprego e de renda.
Miguel Bruno afirmou que a economia brasileira vem optando por uma forma de inserir o país no contexto internacional e aproveitar suas vantagens competitivas e do acesso aos mercados globais completamente diferente daquelas seguidas pelas economias que mais crescem no mundo.
Segundo o pesquisador, a atual forma de inserção internacional dificulta, por razões estruturais, a obtenção de uma taxa de câmbio competitiva e a emergência de um ambiente macroeconômico com taxas de juros baixas ou próximas aos padrões internacionais. “O tipo de inserção internacional do Brasil, caracterizado por ampla liberalização da conta financeira em mercados de derivativos profundo, tende a tornar praticamente imediatos os impactos da crise mundial sobre a economia doméstica, afetando a estrutura produtiva e os projetos de investimento que o Estado pretende impulsionar”, avaliou.
O Brasil precisa então mobilizar o seu Estado para defender sua economia dos efeitos adversos da propagação dessa crise, de acordo com Miguel Bruno, os custos de não fazê-lo serão enormes ultrapassando sobremaneira qualquer custo estimado pelas visões liberalizantes que buscam difundir as "vantagens da não-intervenção do Estado ou dos mercados completamente livres".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BBC: Conheça os mitos e histórias contados pelas moedas de euros


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111121_euro_mitos_historia_mv.shtml

Atualizado em  22 de novembro, 2011 - 06:13 (Brasília) 08:13 GMT
Moedas e notas de euro
Moedas e notas de euro podem ser cunhadas pelos países que adotaram a moeda única.
Enquanto prossegue o debate sobre o futuro do euro, vale a pena observar de perto a moeda em si. Nela, você encontra referências curiosas a episódios da história e política de cada país que adotou a moeda úncia - entre esses, a primeira tentativa de unificação monetária europeia, cerca de 2.500 anos atrás.
Quando o euro começou a circular, em 2002, houve uma espécie de acordo entre as nações que abandonavam suas próprias moedas, símbolos nacionais, para adotar os símbolos de uma nova união monetária.
As cédulas do euro tinham de ser idênticas em todos os países integrantes, decoradas com imagens genéricas de arquitetura europeia, como janelas, arcos e pontes.
Mas as moedas ofereciam algum espaço para manobra: um dos lados traria um mapa da europa, mas o outro poderia ser decorado com imagens escolhidas pelos países dentro da zona do euro, algo que refletisse suas identidades nacionais.
As monarquias da Europa foram, de certa forma, levadas a optar por imagens de reis, rainhas ou duques. O Vaticano optou pela imagem do Papa. Mas os demais, da Áustria à Eslovênia, optaram por uma gama de símbolos e lemas nacionais.
Ao decidir pela simplicidade, a Irlanda escolheu imagens de harpas (um dos símbolos nacionais) para todas as moedas, de um centavo até dois euros. A Estônia, talvez a menos criativa, optou por um mapa do país.
A França imprimiu as palavras "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" em algumas das moedas. Outras trazem uma imagem da mascote da República Francesa, Marianne, de cenho franzido, como se estivesse irritada.
Segundo o site do Banco Central Europeu, "seus traços determinados personificam o desejo por uma Europa saudável e duradoura".
A Itália escolheu obras de arte distintas para cada valor de moeda, com o Coliseu, sua arena favorita para massacres, decorando a moeda de cinco centavos.
A Áustria também optou por imagens diferentes para cada valor de moeda, entre elas, um busto de Mozart.
Mas talvez sejam as moedas gregas de euro que mais instiguem o observador à reflexão.
As de menor valor mostram uma seleção de navios, as de 10, 20 e 50 centavos celebram heróis modernos na luta pela liberação da Grécia do domínio turco. Mas as moedas de um e dois euros fazerm referências à Antiguidade Clássica.

O estupro de Europa

Políticos gregos se gabam com frequência de serem herdeiros diretos do mundo clássico. Até me pergunto se a tendência à nostalgia não seria em parte responsável pela situação da Grécia moderna, aliada a gastos excessivos e outros problemas.
No que se refere às moedas, no entanto, muitos gregos devem estar se perguntando se a escolha dessas ilustrações clássicas foi inteligente. Será que foi um caso de orgulho antes da queda?
Mary Beard
Mary Beard, escritora e historiadora especializada em História Clássica.
No centro da moeda de dois euros está um touro. Montada no touro está uma menina. A imagem, inocente para quem desconhece mitologia grega, representa, na verdade, um estupro: Zeus, o rei dos deuses, sequestrando a princesa Europa de sua cidade natal, Tyre, no Líbano.
Segundo o mito, Zeus tinha "se apaixonado" pela jovem Europa e para "conquistá-la" assumiu a forma de um touro e foi para a praia onde Europa brincava com seus amigos. Manso, lambeu as mãos da menina e deixou que ela o acariciasse e decorasse seus chifres com flores.
Mas assim que ela montou sobre seu lombo, o touro alçou voo, levando Europa, apavorada, para seus domínios em Creta.
Escritores romanos e gregos há muito debatem sobre o mito. Teria Europa sido descuidada e ingênua? Teria ela seduzido o touro? Teria o touro drogado Europa? Ou será que Europa sempre quisera ser levada pelo Touro?
Qualisquer que sejam os atenuantes, o fato é: houve um estupro.
E por que incluir na moeda grega de euro uma referência a este mito?
Bem, apesar do fato inconveniente de que a princesa da história veio do Líbano, seu nome acabou sendo dado ao continente Europa. Portanto, a inclusão do mito na moeda seria uma forma de lembrar ao mundo que sem a Grécia não haveria uma Europa. Ou seja, a Grécia inventou o continente.
Ainda assim, sempre tive dificuldade em entender como os gregos lidavam com a ideia de ter uma imagem de estupro balançando em seus bolsos em meio a uns trocados. Será que não refletiram sobre a história por trás da imagem charmosa da menina e do touro? Ou não pensaram no que estava para acontecer em seguida?
E que novos significados a imagem sugere hoje? Quando jornalistas gregos falam do "estupro" de seu país e de como a Grécia foi tratada de forma desonesta?
União Monetária
A moeda grega de um euro suscita reflexões ainda mais interessantes. Seu desenho, mostrando uma coruja de olhar ameaçador, é uma cópia exata de uma moeda de quatro dracmas usada em Atenas no século 5 antes de Cristo.
O pássaro era o símbolo de Atena, deusa da sabedoria e astúcia, protetora da cidade de Atenas. Quase todas as moedas de Atenas na Antiguidade traziam essa imagem.
Um euro grego
A moeda de um euro cunhada na Grécia.
E aqui tem início a história da primeira união monetária da Europa.
Atenas, no século 5 antes de Cristo, era uma democracia (a primeira do mundo, alegam, dubiamente, os gregos). Atenas era também um império explorador, controlando muitos outros Estados na região do Mediterrâneo.
Por volta do ano 440 antes de Cristo, os atenienses decidiram obrigar todos esses povos a se livrarem de suas moedas, que traziam símbolos nacionais próprios, e a adotar as "corujas" atenienses em seu lugar. Avisos públicos detalhando a nova regra ainda existem hoje, talhados em pedra, em regiões que um dia constituíram o chamado império de Atenas.
As regras, pelo que se lê hoje, eram bastante rigorosas. Elas envolviam, além da moeda, a adoção da unidade ateniense de pesos e medidas.
Os países do império eram obrigados a trazer suas moedas para ser trocadas em Atenas, com uma porção substanciosa do dinheiro sendo embolsada pelo tesouro ateniense.
A desobediência era punida com perda de cidadania e, possivelmente, pena de morte.
Historiadores modernos quebram a cabeça para entender o que estaria de fato acontecendo ali. Será que o objetivo dos atenienses era simplesmente fazer lucro? Será que os Estados do império tinham interesse em pertencer à zona de Atenas? Nesse caso, ameaças com a pena de morte parecem um pouco desnecessárias.
Outra questão, teria a legislação conseguido sucesso em erradicar as outras moedas e estabelecer as corujas por todo o império? Não podemos saber com certeza.
Mas qualquer que seja a interpretação, é difícil resistir à conclusão de que os imperialistas atenienses estavam usando a união monetária para demonstrar seu poder político - e é difícil não imaginar que a hora da vingança finalmente chegou, 25 séculos mais tarde.
Mas, antes que nós britânicos achemos graça das escolhas infelizes de símbolos que adornam as moedas de euro gregas, devemos ficar atentos às nossas próprias escolhas.
Vistos de permanência limitada emitidos para pessoas que visitam a Grã-Bretanha são decorados, no topo, à esquerda, com as estrelas da UE e - o Ministério do Interior acaba de confirmar - aquele mesmo touro.
A vítima feminina desapareceu. Agora, apenas o estuprador garante ao estrangeiro o direito de viver na Grã-Bretanha.
Mary Beard é professora de Literatura Classica na University of Cambridge.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Melhores Viagens: TAM, GOL e Avianca são cotadas para comprar a TAP

Fonte: http://www.melhoresdestinos.com.br/tam-gol-e-avianca-sao-cotadas-para-comprar-a-tap.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+passagens-aereas+%28Voe+com+Desconto+-+Melhores+Destinos%29

O governo português deve iniciar no próximo mês o processo de privatização companhia aérea TAP. A meta é que até meados de 2012 a venda seja concluída e a maior companhia aérea portuguesa passe a ser controlada por outra companhia. Enquanto a disputa não começa oficialmente, nos bastidores especialistas já apontam as favoritas para arrematar a TAP, entre elas as brasileiras TAM, GOL e  o grupo Avianca-TACA que é liderado pelo boliviano naturalizado brasileiro Germán Efromovich. A disputa, porém, não será fácil, já que também devem participar a gigante europeia IAG, que controla Iberia e British Airways.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da TAP, Fernando Pinto, confirmou que a venda deve ser iniciada em dezembro, com perspectiva de que a empresa seja privatizada integralmente, embora o martelo ainda não tenha sido batido. “Essa é uma das partes importantes a serem definidas”, disse. “A ideia é ter uma definição do parceiro até metade do ano que vem.” O governo português também ainda não decidiu se a privatização será por leilão ou se seguirá outro modelo.
Apesar de ausência de conversas oficiais, o executivo acredita que haverá um grande interesse do mercado pela TAP. ”Pela posição estratégica em termos de mercado, vemos grande interesse. A TAP é a maior no mercado entre Europa e o Atlântico Sul, e as outras estão bem distantes dela”, disse Pinto à agência de notícias Reuters durante evento de aviação no Rio de Janeiro. ”Com privatização, vamos ter mais acesso a capital, mais liberdade de crescimento”, previu o presidente.
Ele destacou ainda a questão do idioma, que atrai os clientes brasileiros e, consequentemente, eleva a demanda. “Temos uma boa penetração no mercado brasileiro porque o brasileiro gosta de falar português. Além disso, Portugal é o país europeu mais próximo do Brasil… Tais posicionamentos tornam a TAP uma das mais importantes empresas aéreas que devem ser privatizadas”, completou.
Na Europa, as notícias sobre o assunto dão conta de que as companhias aéreas brasileiras estão entre as favoritas para comprar a TAP. Ao jornal português SOL, o secretário de Estados da Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, afirmou que  há cinco interessados na compra da TAP  e confirmou que a companhia  será 100% vendida durante o próximo ano.
Segundo Monteiro as interessadas seriam “empresas brasileiras, colombianas, do Médio Oriente e europeias”. Segundo o SOL apurou, trata-se das brasileiras TAM e GOL, da colombiana Avianca, da europeia IAG e da Qatar Airways. O jornal afirma ainda que “as empresas do Brasil são as melhores colocadas para garantirem o controle da TAP”. Além da companhia aérea, o governo português também deve privatizar a empresa responsável pela administração dos aeroportos do país.
Nos bastidores comenta-se que a TAM teria interesse no negócio, mas a dificuldade seria conciliá-lo com o momento de fusão com a LAN e criação da Latam. Já a GOL poderia usar a compra da TAP para voltar de vez ao mercado internacional, seja pela manutenção da companhia portuguesa, seja pelo retorno em grande estilo da Varig, empresa adquirida pelo grupo.
Na sua opinião qual empresa deveria arrematar a TAP? Responda nos comentários!
Com informações dos jornais O Estado de S. Paulo e SOL

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Folha: Inglês técnico torna-se diferencial


21/11/2011 - 07h05

Fonte: http://classificados.folha.com.br/empregos/1008938-ingles-tecnico-torna-se-diferencial.shtml

CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO
Dominar o inglês de uso cotidiano deixou de ser diferencial há tempos. Agora, para se destacarem, profissionais investem no aprendizado técnico do idioma.
Conhecer termos como "tier one capital" (recursos que bancos têm nos cofres para garantir operações de risco, como empréstimos) e "corporate divestiture" (estratégia para remover unidades do portfólio da corporação) -só para ficar no vocabulário de negócios- é algo valorizado em empresas e seleções de emprego.
Prova disso é o movimento crescente de procura por cursos específicos nas escolas, de acordo com instituições de ensino e de intercâmbio consultadas pela Folha.
Na Englishtown, o aumento da demanda resultou na ampliação da oferta de programas com vocabulário técnico, conta Julio de Angeli, vice-presidente para Europa e Américas. A instituição oferece opções em 20 áreas.
"Cada uma tem sua especificidade", considera Silvia Freitas, diretora da rede de escolas de idioma Berlitz.
Segundo ela, é difícil entender publicações e conversas de determinados campos, mesmo com inglês fluente.
"COMPETITIVE"
A estudante Natália Cançado, 21, atesta a relevância do inglês técnico para manter-se atualizada em sua área de formação: "A medicina é muito dinâmica".
Isadora Brant/Folhapress
Natalia Cançado faz curso de inglês específico para sua área, porque acredita ser mais fácil crescer na carreira
Natalia Cançado faz curso de inglês específico para sua área, porque acredita ser mais fácil crescer na carreira
"Não perco o ritmo para entender conceitos e me mantenho competitivo", justifica Antônio Carlos, 60, que faz inglês voltado à área de TI.
A área de informática é uma das que mais demandam conhecimento específico da língua, segundo as escolas.
Esse foi um dos motivos para a BandTec (Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes) ter inserido inglês técnico na grade dos cursos.
"A ideia é que [o conhecimento específico do idioma estrangeiro] seja mais uma competência", avalia o coordenador Mauricio Pimentel. É nisso que aposta o aluno de análise e desenvolvimento de sistemas na BandTec Gustavo Rodrigues, 19, que diz ver no inglês técnico uma chance de melhorar o currículo.
Especialistas em recursos humanos, porém, recomendam cautela antes de se matricular em um curso focado. O peso do conhecimento técnico de outro idioma "dependerá da área de atuação e da empresa", indica Elaine Saad, gerente-geral da consultoria Right Management.
PREÇO E DOMÍNIO DO IDIOMA DEVEM SER AVALIADOS
Só vale inscrever-se em cursos focados por área se o profissional já conta com bons conhecimentos do idioma estrangeiro, explica Silvia Freitas, diretora de relações corporativas da rede de idiomas Berlitz.
Também deve-se considerar o preço. Cursos específicos custam até R$ 6.000 por semestre -o dobro dos tradicionais, de acordo com escolas consultadas.

sábado, 19 de novembro de 2011

Estadao: Brasil vira meca para mão de obra imigrante


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-vira-meca-para-mao-de-obra-imigrante,800496,0.htm?p=1

Regularização de estrangeiros salta de 961 mil em 2010 para 1,466 milhão até junho

19 de novembro de 2011 | 19h 49
Pablo Pereira, de O Estado de S. Paulo
O agravamento do quadro econômico internacional nos últimos meses e o crescimento interno brasileiro colocaram o Brasil na rota da imigração de trabalhadores. Dados do Ministério da Justiça mostram um aumento de 52,5% no número de regularização de estrangeiros que buscam uma oportunidade de vida no País, saltando de 961 mil registros em 2010 para 1,466 milhão até junho. Portugueses, bolivianos, chineses e paraguaios lideram os índices de elevação da regularização do Departamento de Estrangeiros do Ministério. E a concessão de nacionalidade brasileira dobrou. Subiu de 1.119 (em 2008) para 2.116 novos brasileiros (em 2010).
Vento a favor. Artur Fuchs, da Efacec: 'Nós já trouxemos em 2011 entre 10 e 15 pessoas' - Werther Santana/AE
Werther Santana/AE
Vento a favor. Artur Fuchs, da Efacec: 'Nós já trouxemos em 2011 entre 10 e 15 pessoas'
No Brasil, os estrangeiros que mais procuram oportunidades de trabalho são os portugueses. No ano passado, a regularização de passaportes pelo Ministério da Justiça contemplou 276.703 portugueses até junho. De janeiro a junho deste ano, esse número pulou para 328.826 - 52.123 a mais do que no período anterior. Em seguida, aparecem os bolivianos. O Brasil acertou a situação de 35.092 deles em 2010 e outros 50.640 agora, em 2011. E há ainda crescimento no reconhecimento da migração de chineses e paraguaios.
Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a crescente procura por oportunidades de trabalho no Brasil é resultado de uma mistura entre o momento da economia brasileira e a crise do emprego nos países centrais. Segundo Abrão, há ainda dois aspectos relevantes. "Do ponto de vista político, o Brasil adquiriu maior visibilidade internacional e teremos também importantes eventos nos próximos anos", observa, referindo-se à Copa do Mundo e à Olimpíada. Por outro lado, argumenta, há a forte demanda de empresas brasileiras que se beneficiam com a chegada de profissionais de alta qualificação.
Números do Ministério do Trabalho também apontam esse aumento de estrangeiros no mercado de trabalho formal. O País tem hoje taxas de desemprego na casa dos 6%, que é próximo do chamado pleno emprego. Segundo estudos do ministério, o total de autorização "temporária" para estrangeiros passou de 40 mil em 2009 para 53 mil em 2010. Comparados só os dois últimos primeiros semestres, a tendência se mantém. No primeiro semestre de 2010 foram 20 mil. No mesmo período de 2011, 24,6 mil.
Permanentes
Houve aumento também na concessão para "permanentes". De 1.428 (janeiro-junho de 2010) para 1.861 (janeiro-junho de 2011), segundo o Ministério do Trabalho. O número de "especialistas com vínculo empregatício" foi de 1.714 (janeiro-junho de 2010) para 2.024 (janeiro-junho de 2011). E entre os trabalhadores estrangeiros com prazo de 90 dias de autorização, sem vínculo empregatício, classificados também no item "assistência técnica", o número subiu de 3,7 mil para 5 mil.
Nas autorizações de trabalho permanente para profissionais como diretores de empresas e gerentes, o Brasil inclui cerca de 700 deles por semestre em seu mercado de trabalho. Os estrangeiros da categoria "investidor pessoa física" são cerca de 430 a mais por semestre, segundo o Ministério do Trabalho.
"O Brasil tem tradição de receptividade. Somos vistos como um país aberto, democrático, receptivo. O Brasil sempre foi um país de imigração", justifica Abrão. Ele afirma também que não há preocupação do governo com relação a esse movimento. "Ao contrário. Os imigrantes sempre cumpriram um papel fundamental. Tivemos somente um único período da nossa história no qual o número de emigrantes foi superior ao número de imigrantes, que coincide com um período da época de recessão entre 80 e 90", lembra Abrão.
"Nós já trouxemos em 2011 entre 10 e 15 pessoas", afirma Artur Fuchs, brasileiro, presidente para a América Latina da Efacec, multinacional portuguesa da área de energia, engenharia e logística, com operações no Brasil. Segundo Fuchs, a crise de emprego na Europa "está disponibilizando mão de obra altamente qualificada para o Brasil". Ele declara que o ambiente é favorável também porque Portugal tem excelência na formação. "E o câmbio também ajuda a pagar salários a profissionais europeus", diz o presidente da Efacec.
Os salários para esses profissionais qualificados são variados, explica o CEO. Executivos do mercado de trabalho calculam que um profissional estrangeiro especializado está chegando a preços que variam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais.
Para o professor José Pastore, da USP, o diagnóstico federal está correto. "Mas o aumento é de mais de 50%", avalia Pastore. "Em 2010, foram cerca de 25 mil autorizações e em 2011 chegaremos perto de 50 mil. Ainda é pouco para o tamanho da força de trabalho no Brasil (100 milhões), mas o crescimento é acelerado."
Os principais setores de atração, segundo Pastore, são químico, petroquímico, energia de modo geral, setor financeiro e auditores. Para Pastore, os dados de emprego de estrangeiros mostram que há grande parte das autorizações referente a pessoal embarcado - tripulantes de navios estrangeiros que devem se registrar para poder trabalhar na costa brasileira. "Isso distorce os dados finais. Não se trata apenas de mão de obra qualificada. Mas a maior parte dos que vêm são qualificados", afirma.
Segundo o último relatório de emprego da agência europeia Eurostat, de outubro, a Europa vive sua pior crise de desemprego desde 1998. Há hoje 16,2 milhões de pessoas sem trabalho na região. A maior taxa por país foi registrada na Espanha: 22,6%. Em Portugal, 12,5%. Na Grécia, pivô do agravamento da crise econômica em outubro, o desemprego em julho chegou a 18%. / COLABOROU JAMIL CHADE