quinta-feira, 19 de abril de 2012

Estadão: Cinco milhões precisam de emprego na Itália


Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20nternaconal,cinco-milhoes-precisam-de-emprego-na-italia,109728,0.htm

Há 2,1 milhões de pessoas formalmente desempregadas e 2,9 milhões dispostas a trabalhar mas sem procurar emprego, pois estão desanimadas

19 de abril de 2012 | 8h 32
Clarissa Mangueira, da Agência Estado
ROMA -
Cerca de cinco milhões de italianos precisam de um emprego, número quase duas vezes e meia superior aos números oficiais de desemprego sugerem, afirmou o Instituto Nacional de Estatísticas (Istat). Com base em novas metodologias da União Europeia, a Istat disse que há 2,1 milhões de pessoas formalmente desempregadas e 2,9 milhões de pessoas "dispostas a trabalhar", mas que não estão procurando emprego.

Cerca de 43% do segundo grupo são definidos como "desanimados" porque eles estão convencidos de que não vão encontrar emprego, segundo a Istat. A relação entre este grupo e aqueles que estão na força de trabalho - incluindo os formalmente desempregados - foi de 11,6% em 2011, mais de três vezes superior à média da UE, disse Istat. A média da UE é 3,6%, com uma taxa de 1,4% na Alemanha e de 1,1% na França.

Os trabalhadores de meio período que gostariam de trabalhar mais são somente 1,8% da força de trabalho da Itália, metade da taxa da UE. No entanto, três quartos desses trabalhadores gostariam de trabalhar mais de 34 horas por semana, em comparação com a média de 17 horas por semana que trabalham atualmente, afirmou a Istat.

O novo relatório revela que a taxa de desemprego oficial da Itália, que foi de 8,4% no passado e bem abaixo da média da zona do euro, é um indicador incompleto na melhor das hipóteses.

Se as pessoas que disseram que estavam prontas para trabalhar fosse adicionadas aos formalmente desempregados, a taxa de desemprego ficaria em 20,5% em 2011, afirmou a Istat. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Prêmio para Monografia


Abertas inscrições para V Prêmio SOF de Monografias

Publicado em Notícias | 09/04/2012
Estão abertas as inscrições para a quinta edição do concurso de monografias idealizado e promovido pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento (SOF/MP). O regulamento foi publicado no Diário Oficial da União de 19 de março.
Podem concorrer trabalhos individuais ou coletivos de candidatos de qualquer nacionalidade e formação acadêmica de graduação e pós-graduação. Serão aceitas monografias de candidatos cursando o último ano de graduação.
Cada candidato, incluindo o coautor, se houver, poderá concorrer com apenas um trabalho monográfico sobre um dos seguintes temas: tema 1 – Qualidade do Gasto Público e tema 2 – Novas Abordagens do Orçamento Público.
Serão premiados os três primeiros colocados em cada um dos temas: R$ 20 mil para a primeira colocação, R$ 10 mil para a segunda e R$ 5 mil para a terceira. Os vencedores ainda receberão certificado e terão a monografia publicada.
As inscrições deverão, obrigatoriamente, ser encaminhadas via encomenda expressa, do tipo Sedex, ou serviço similar, com a data de postagem nos Correios até o dia 8 de outubro de 2012, para a Escola de Administração Fazendária – ESAF.
Outras informações como documentos necessários para inscrição e apresentação dos trabalhos podem ser obtidos na Escola de Administração Fazendária - ESAF, responsável pela organização do concurso no sítioesaf.fazenda.gov.br/esafsite/premios/SOF/Index_sof_2012.htm ouwww.portalsof.planejamento.gov.br/bib/premio/V_premio_sof.
As datas da divulgação dos resultados e da premiação estão previstas para acontecer em novembro. (Portalsof)

domingo, 8 de abril de 2012

Estadao: Profissões verdes terão 25 milhões de vagas


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Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,profissoes-verdes-terao--25-milhoes-de-vagas-,858619,0.htm

Marca deverá ser alcançada até 2030, mas já há oportunidades nas mais variadas áreas.

08 de abril de 2012 | 3h 10
Márcia Rodrigues - O Estado de S.Paulo
Gostar do meio ambiente e ser engajado na preservação das florestas e do clima são fortes ferramentas para garantir uma vaga na economia verde, que atualmente emprega 2.970 milhões de pessoas e deve abrir 25 milhões postos de trabalho até 2030, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que antecipou um estudo sobre o setor ao Estado.
"O mercado é bastante promissor, vem se fortalecendo e abrindo outros nichos de atuação. Tenho uma equipe multidisciplinar que conta com economista, biólogo, engenheiro, jornalista, entre outros", diz a diretora-executiva do Fundo Vale, Mirela Sandrini.
Criado em 2009 pela Vale, o Fundo Vale é uma instituição sem fins lucrativos que apoia programas que buscam soluções para combater o desmatamento e a degradação florestal em países em desenvolvimento.
"As universidades e escolas estão investindo muito na carreira executiva e estão esquecendo de formar profissionais de base e empreendedores para atuar na área. Principalmente no manejo, as empresas operam no limite da capacidade. Só neste segmento devem ser abertas 10 mil vagas até 2020", diz Mirela.
A executiva acredita que as áreas mais promissoras atualmente são: operação de manejo florestal, biotecnologia, tecnologia e sustentabilidade.
Segundo a assistente de orientação e informação profissional do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Giovana Cecília de Souza, um estudo feito no ano passado apontou que foram abertas duas mil vagas de estágios na área ambiental em 2011. "E a previsão é de que neste ano as oportunidades aumentem ainda mais", comenta.
De acordo com o coordenador de empregos verdes da OIT, Paulo Muçouçah, há oportunidade para todas as áreas. "As profissões verdes não são novas. Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes", conta.
Ele cita alguns dos segmentos em potencial: saneamento, produção de energia renovável, que envolve cultivo de cana de açúcar e hidroelétricas, gestão de resíduos urbanos ou industriais, transporte e logística - por conta da atuação de profissionais com foco em soluções para reduzir o consumo de combustível e no desenvolvimento de produção sustentável e ecodesign.
A diversidade de atuação na área é grande. A publicitária Ana Paula Juliato, de 29 anos, participou da criação da marca Recicla Kids, com cinco personagens que têm o objetivo de ensinar às crianças a importância da reciclagem na preservação do meio ambiente. "Fala-se muito que a preservação do meio ambiente está nas mãos das crianças, mas nunca mostramos para elas o que está acontecendo e o que podem fazer para contribuir", diz.
Segundo Ana Paula, hoje gerente de marketing e produtos da marca Recicla Kids, a melhor forma de falar com este público é investir em produtos ligados a computador e tevê. "Por isso criamos um site com jogos e aplicativos para smart TV. E estamos negociando com canais de tevê aberta e fechada para criarmos um desenho com a turma."
A economista Inessa Salomão, de 35 anos, trabalha há quatro anos em projetos voltados ao meio ambiente. E desde dezembro último integra o grupo de Mirela no Fundo Vale. "Fiz doutorado na área e sempre trabalhei no desenvolvimento de projetos. O mercado brasileiro é bastante promissor e necessita de profissionais em todas as regiões. Quem entrar vai se dar bem."
A opinião de Inessa é compartilhada pela advogada ambiental do escritório do Barbosa, Mussnich & Aragão Advogados (BM&A) Miriam Mazza Kopke Quadros. "Comecei a atuar nesta área no meu estágio e não abandonei mais. As empresas estão percebendo a necessidade de se adequar ao código florestal, principalmente com a entrada de investimentos estrangeiros. Quem está se formando em direito deve olhar com mais atenção para o ramo ambiental."
A professora e bióloga especialista em gestão de sistemas florestais Nadja Soares de Moraes, de 46 anos, acredita no potencial do mercado de trabalho, principalmente no setor privado. "Atuo há 15 anos na área. No começo da minha carreira não se ouvia falar em sustentabilidade. Hoje, a maioria das empresas necessita de certificação para a sua atividade e busca profissionais especializados no assunto."

sábado, 7 de abril de 2012

Andes: Setor das Ifes convoca paralisação dos docentes para 19 de abril


Fonte: http://www.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5258
Atividades de mobilização e paralisação deverão marcar o mês de abril nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Esta é uma das deliberações tiradas na reunião do Setor das Ifes, realizada nos últimos dias 29 e 30.Confira aqui o relatório da reunião.

Os 67 presentes (sendo sete diretores e 60 representantes de 36 seções sindicais das Ifes) decidiram por realizar ações nos dias 13, 19 e 25, quando acontecem as reuniões do Grupo de Trabalho constituído no ano passado, fruto do acordo emergencial firmado entre o ANDES-SN e o governo, para tratar da reestruturação da carreira do professor federal.

Além disso, foi chamada nova rodada de assembléias gerais entre os dias 9 e 20 de abril, para preparar as ações e pautar a discussão sobre indicativo de greve nacional dos docentes das Ifes, tendo como referência a pauta de reivindicações aprovada 31º Congresso do ANDES-SN - já protocolada junto ao governo - centrando na reestruturação da carreira.

Na avaliação dos coordenadores do Setor das Ifes, a dureza do governo voltou a se expressar até com mais vigor na conjuntura de 2012, sendo necessário fortalecer a unidade na defesa do projeto de carreira docente apresentado ANDES-SN.

A proposta do setor é que os professores realizem no dia 13, atividades nas universidades e dialoguem com a comunidade interna e externa, explicando a luta dos docentes. Já nos dias 19 e 25, devem ocorrer paralisações em todas as Ifes – a primeira em defesa da pauta específica dos docentes e a segunda, previamente convocada pelo Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, em defesa da pauta unificada dos SPF. Neste dia, as demais categorias dos servidores também deverão suspender as atividades em todo o país.

Uma nova reunião do setor foi agendada para os dias 21 e 22 de abril para avaliar a mobilização da categoria e as deliberações das assembléias de base.

Mudança no padrão
A reunião entre o ANDES-SN, Ministério do Planejamento (MP) e demais entidades do setor da educação realizada na quinta-feira (28) foi marcada pela tentativa de inversão de padrão, por parte do governo, na forma de tratar a reestruturação da carreira do professor federal.

Causando indignação aos representantes das entidades, a equipe da Secretaria de Relações de Trabalho do MP iniciou a reunião sem ter o que dizer e não apresentou uma proposta de retomada das negociações em torno da carreira, iniciadas no ano passado e interrompidas pela incapacidade do governo em solucionar com agilidade a vacância decorrente da morte de do então chefe da SRT/MP, Duvanier Paiva.

“Esperávamos que o secretário assumisse a responsabilidade em dizer se a negociação seria retomada, uma vez que foi o governo que interrompeu o processo”, disse Marina Barbosa, presidente do ANDES-SN, durante a reunião.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Estadão: ‘Ninguém associa ciência com soberania nacional’


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/ninguem-associa-ciencia-com-soberania/

Por Alexandre Matias
O neurocientista Miguel Nicolelis fala com exclusividade ao Link sobre a próxima etapa de seu projeto para transformar a criação de um exoesqueleto robótico em um programa de educação e saúde para estimular o desenvolvimento tecnológico e científico do País
FOTO: ANDRE LESSA/AE
SÃO PAULO – “A renúncia a um investimento maciço de formação de um corpo de cientistas e de atuação em diferentes áreas – tecnologia de informação, microengenharia, biomedicina, nanotecnologia, engenharia biomédica… – é uma renúncia à soberania do País.”
Miguel Nicolelis, um dos cientistas mais importantes do Brasil, é enfático sem se exaltar. Mesmo quando fala do Palmeiras – uma de suas paixões, que havia perdido de virada para o arquirrival Corinthians no dia anterior à entrevista, realizada no bairro de Higienópolis há uma semana –, ele mantém a calma e a clareza características de quando expõe suas ideias. Até quando reclama de como seu time achou que o jogo estivesse ganho no intervalo do clássico.
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Futebol à parte, a conversa foi sobre outras duas paixões: ciência e educação. E ele conta, com exclusividade ao Link, mais um passo de seu projeto Câmpus do Cérebro – o início de uma parceria entre o Hospital Sabará, de São Paulo. “Com a abertura da Escola do Câmpus do Cérebro, no ano que vem, vamos poder fechar o ciclo completo, unindo o Centro de Saúde Anita Garibaldi à escola”, explica.
Ele se refere ao trabalho que iniciou há seis anos no Rio Grande do Norte, que começa pelo tratamento de mulheres grávidas no Centro de Saúde (e que reduziu a mortalidade materna da região de Natal e Macaíba a zero) para garantir que os futuros alunos de sua escola possam ser acompanhados desde antes do nascimento. “As crianças que nascem lá já são alunas da escola no pré-natal. Depois elas entram no berçário e seguem estudando em período integral até o ensino médio”, diz.
José Luiz Setúbal, presidente da Fundação Hospital Sabará e responsável pela aproximação do hospital a Nicolelis, explica que a parceria começa com a troca de experiências em saúde materna e de recém-nascidos, mas Nicolelis frisa que não deve parar por aí. “Estamos discutindo a possibilidade de evoluirmos a relação para uma parceria clínica.” O que, na prática, significaria que o hospital paulistano é candidato a ser o primeiro lugar em que o projeto dos sonhos de Nicolelis, o Walk Again, possa ser testado em humanos.
Andar de novo. Walk Again é o projeto de criar um exoesqueleto robótico controlado pelo cérebro. O grande sonho de Nicolelis é fazer um tetraplégico dar o pontapé inicial no primeiro jogo da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, como disse em entrevista ao Link no ano passado. “Testamos um protótipo nesta semana que são pernas mecânicas. Vestimos um macaco e elas se mexeram, não com o pensamento, mas com um programa de computador”, explica. “O próximo passo é anestesiar a medula espinhal do macaco, para, finalmente, testarmos se a veste consegue fazer movimentos. Faremos isso até o meio do ano. E, mais ou menos no ano que vem, nesta época, já estaremos trabalhando com pacientes em potencial. Mas isso ainda está em fase de discussão.”
Mas o Walk Again não é um fim em si mesmo. Nicolelis o compara ao programa espacial norte-americano, que estabeleceu a meta de levar o homem à Lua, mas que, no processo, alavancou outras tecnologias que surgiram durante a pesquisa. “Há várias aplicações que surgem desta meta, que chamamos de ‘spinoffs’. Até mesmo para entretenimento, como o videogame. Quando os executivos da indústria de games veem um macaquinho imerso num mundo virtual jogando videogame com a mente, eles veem o futuro.”
E antecipa, sem entregar: “Eu não posso contar agora, mas estamos perto de divulgar três novas ideias que ninguém nunca tinha tido – e que não tínhamos a menor ideia que iriam acontecer. As grandes descobertas são acidentes. Na hora em que a gente estava fazendo um experimento com macacos, vimos isso e pensamos ‘não é possível’… Essas novas ideias são tão fora do esquadro que quando a gente publicar as pessoas vão achar que estão num filme de ficção científica.”
Mas Nicolelis quer menos ficção e mais ciência. E reforça a importância do Walk Again em seu projeto científico-educacional. “O Walk Again é a semente de uma nova indústria no Brasil, a da tecnologia de reabilitação. Gostaríamos de usar o Walk Again como projeto-âncora para lançá-la aqui no Brasil com a construção da infraestrutura do parque neurotecnológico do Câmpus do Cérebro”, diz.
O projeto visa criar uma geração de cientistas no Brasil para tratar futuros alunos no pré-natal e ensinar ciência, na prática, numa escola de período integral. “Nossa abordagem de ensino de ciência é prática. As crianças aprendem a lei de Ohm descobrindo como funciona um chuveiro. E contratamos nossos ex-alunos para trabalhar conosco. Na prática, estamos pegando crianças que nunca tiveram contato com ciência, colocando-as em um programa de educação e em cinco anos elas estão trabalhando em um laboratório de ponta. E são crianças que, até os 10 anos, não tiveram oportunidades. Imagina quando pegarmos as crianças que tiveram um pré-natal ótimo…”
Isso tudo é para reverter o quadro científico brasileiro. “Nossa situação é dramática. O déficit de engenheiros que o Brasil tem é gigantesco. E esse é um assunto estratégico. A indústria deste século, sem dúvida, é a do conhecimento e estamos em grande desvantagem. Se não acordarmos agora, não precisamos mais acordar. A janela de oportunidade está se fechando – e rápido.”
Contudo, o neurocientista é otimista. “As coisas estão mudando. Esta nossa conversa seria impossível há dez anos. O governo federal está ouvindo. Presido uma comissão – a Comissão do Futuro – que está preparando um relatório para mostrar todos os indicadores internacionais sobre a verdadeira situação do ensino de ciência e da produção científica brasileira. O relatório deve ficar pronto em junho.”
E conclui: “Meu intuito diz respeito à criação de uma nova geração de brasileiros. Produzindo não apenas cidadãos – muito mais felizes, engajados, competentes – mas também engenheiros, médicos, cientistas, professores… Pessoas que têm outra visão de mundo. E de Brasil.”

domingo, 1 de abril de 2012

Oportunidade de publicar na revista Glocal do Instituto Henfil

Por favor, solicito a divulgação de edital, para alunos, professores e demais interessados, 
de seleção de material para ser publicado na revista de atualidades do 
Instituto Henfil. Os textos selecionados receberão 300 reais pela 
publicação.
O Edital está no link do final da página. http://www.cursinhohenfil.org.br/glocal/escrevaoseu.html Obrigado.
Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e autor de livros didáticos.
www.twitter.com/@ENEMmateusprado